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Risco de AVC em pacientes com Estenose Carotídea Assintomática

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Os autores investigaram a associação entre o grau de estenose carotídea assintomática e o risco de AVC em pacientes de tratamento contemporâneo, utilizando dados prospectivos do Oxford Vascular Study (OxVasc) e uma revisão sistemática da literatura e meta-análise.

Entre 2002 e 2017, 2.354 pacientes consecutivos foram incluídos no OxVasc e 2.178 foram submetidos a exame de imagem carotídea, dos quais, 207 apresentavam estenoses assintomáticas entre 50% e 99%, em pelo menos uma bifurcação das carótidas (média de idade 77,5 anos e 43% mulheres). 

O risco de AVC para cinco anos aumentou de acordo com o grau de estenose; pacientes com estenose entre 70% e 99% apresentaram risco de AVC 14,6% maior do que aqueles com estenose entre 50% e 69% (53 casos versus nenhum, de 154; p<0,0001); e pacientes com estenose entre 80% e 99%, risco de AVC 18,3% maior do que aqueles entre 50% e 79% (34 casos versus 1, de 173; p<0,0001).

Na revisão sistemática de 56 estudos, que incluiu 8.419 pacientes, o risco de AVC associou-se de forma linear com o grau de estenose carotídea assintomática (p<0,0001); o risco foi maior nos pacientes com estenose entre 70% e 99% do que naqueles entre 50% e 69% (OR 2,1 IC 95%:1,7-2,5 p<0,0001); e nos pacientes com estenose entre 80% e 99%, do que naqueles entre 50% e 79% (OR 2,5 IC 95%:1,8-3,5 p<0,0001).

A heterogeneidade no risco de AVC entre os estudos de pacientes com estenose grave versus moderada foi significativa e contabilizada por resultados altamente discrepantes.

 

Os autores concluíram que contrariando pressupostos de diretrizes e dados de análises de subgrupo de estudos randomizados prévios, o risco de AVC em estudos de coorte depende altamente do grau de estenose carotídea assintomática, sugerindo que o benefício da endarterectomia pode ser subestimado em pacientes com estenose grave. Por outro lado, o risco de AVC para cinco anos foi baixo para pacientes com estenose moderada em tratamento contemporâneo, questionando qualquer benefício da revascularização.

Referência: Howard DPJ et al. Risk of stroke in relation to degree of asymptomatic carotid stenosis: a population-based cohort study, systematic review, and meta-analysis. Lancet Neurology. 2021; DOI: 10.1016/S1474-4422(20)30484-1.


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gBqsPxAZ
18 Jul 2021
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