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CFM permite cloroquina contra casos leves da covid-19

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CFM passou a livrar de infração ética médicos que prescrevem a droga em três situações. A primeira é para caso de paciente com sintomas leves, em início de quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue) e exista diagnóstico confirmado de COVID 19. Também é autorizado uso para pessoas com "sintomas importantes", mas que ainda não está sob cuidados intensivos ou internado.


No último cenário possível, o paciente pode receber a droga se estiver em estado crítico, recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica. O parecer do CFM, porém, ressalta que é "difícil imaginar que em pacientes com lesão pulmonar grave estabelecida e, na maioria das vezes, com resposta inflamatória sistêmica e outras insuficiências orgânicas, a hidroxicloroquina ou a cloroquina possam ter um efeito clinicamente importante".

 

Em todos os casos, o médico deve explicar ao paciente que não há, até o momento, comprovação de benefícios do uso da droga contra o novo coronavírus. Também deve orientar sobre efeitos colaterais. Para liberar a prescrição, será assinado pelo paciente ou familiares, se for o caso, um termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

 

 

Na prática, os médicos já receitavam, se julgassem necessário, estes medicamentos para casos leves da doença. O que muda, agora, é que existe respaldo do CFM de que, nestas circunstâncias, não será cometida uma infração ética pelo médico prescritor. A entidade médica, porém, não autoriza a aplicação da droga como forma preventiva, para pessoas sem sintomas ou sem confirmação da covid-19.

 

Fonte: CFM


Comentários

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Maria Vitoria Quintero
28 Abr 2020
Sou médica reumatologista, 30 anos de profissão. Usamos hidroxicloroquina em doses de 6 mg / kg/dia em adultos e crianças, até dose máxima de 400 mg dia. Nunca observei qualquer efeito cardiaco, e raras foram as vezes em que me foi orientado suspender o medicamento por toxicidade retiniana. Os efeitos colaterais mais frequentes se restringem ao aparelho digestivo e intestinal (náuseas, epigastralgia, diarréia). Cefaléia e tonteiras não chegam a ser manifestação rara. E por vezes basta reduzir um pouco a dose e aguardar um periodo de acomodaçao da tolerancia. Vejo a hidroxicloroquina como uma opçao terapeutica bastante segura, nas doses em que estamos acostumados a usar, e de eficácia em diversas situaçoes dentro do contexto reumatologico.
Responder
Silvio Reis Costa
25 Abr 2020
Uma das principais preocupações são os efeitos colaterais cardíacos e oculares da hidroxicloroquina. Ela é usada há muitos e muitos anos por milhares de médicos onde existe a malária, por reumatologistas e dermatologistas em todo Brasil. O CFM poderia fazer uma solicitação urgente a todos os médicos que tem experiência com o uso, um breve relato dos reais efeitos colaterais e não simplesmente seguir "a bula" que sabemos as limitações de sua interpretação causando receios na utilização nesta situação de emergência da pandemia da COVID 19.